sábado, 8 de novembro de 2014

Dom Carlos de Vasconcellos Motta Cardeal








quinta-feira, 18 de setembro de 2014

ELES VIVERAM CONOSCO - Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta

Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta
Nomeado Arcebispo de Aparecida
falecido em 18 de setembro de 1982
Período: 1944 à 1964
Biografia:
Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta (Bom Jesus do Amparo, 16 de julho de 1890 — Aparecida, 18 de setembro de 1982) foi um sacerdote católico brasileiro; vigésimo quarto bispo do Maranhão e seu segundo arcebispo; décimo quinto bispo de São Paulo, sendo seu terceiro arcebispo e primeiro cardeal. Foi também o primeiro arcebispo de Aparecida .
Era filho de João de Vasconcellos Teixeira da Motta e de Francisca Josina dos Santos Motta.
Estudos:
Realizou seus estudos fundamentais na Fazenda da Prata, na paróquia de Taquaraçu, Caeté, Minas Gerais. Estudou de humanidades no Colégio Matosinhos, dos Irmãos Maristas, em Congonhas do Campo. Em 1904, matriculou-se no seminário menor de Mariana, saindo após breve período. Entre 1910 e 1911 cursou a Faculdade de Direito de Belo Horizonte. Em 1914 matriculou-se no seminário maior.
Presbiterado:
Foi ordenado presbítero no dia 29 de junho de 1918, por Dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana. Celebrou sua primeira missa, em Taquaruçu, a 7 de julho de 1918.
Atividades antes do Episcopado:
Após ser ordenado, foi nomeado vigário coadjutor de Taquaruçu, onde permaneceu por seis meses. Depois foi nomeado capelão do Asilo São Luís da Serra da Piedade. Foi depois capelão do Recolhimento das Macaúbas, e trabalhou nas paróquias de Caeté e Sabará. Foi reitor do seminário de Belo Horizonte até 1932.
Episcopado:
Em 29 de julho de 1932 foi eleito bispo titular de Algiza e auxiliar de Diamantina, aos 42 anos. Recebeu a ordenação episcopal , em 30 de outubro de 1932, na igreja matriz de São José, em Belo Horizonte, sendo sagrante principal Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo de Belo Horizonte, e consagrantes: Dom Ranulfo da Silva Farias, então bispo de Guaxupé, e Dom Antônio Colturato OFM Cap, então bispo de Uberaba. Em 19 de dezembro de 1935 foi nomeado arcebispo do Maranhão, onde permaneceu por oito anos.
Em 13 de agosto de 1944, aos 54 anos, foi nomeado arcebispo de São Paulo, da qual tomou posse por procuração a 7 de setembro do mesmo ano. No dia 16 de novembro fez sua entrada solene na igreja de Santa Ifigênia, então catedral provisória. Em 18 de abril de 1974, aos 73 anos, foi nomeado primeiro arcebispo de Aparecida, cargo que exerceu até sua morte, em 18 de setembro de 1982, aos 92 anos.
Cardinalato:
No Consistório do dia 18 de fevereiro de 1946, presidido pelo Papa Pio XII, na Basílica de São Pedro, Dom Carlos foi criado Cardeal-Presbítero, do título de São Pancrácio. Como cardeal, participou de dois conclaves, o de 1958 e o de 1963.
Brasão e lema:
- Descrição: Escudo eclesiástico, partido: o 1º de sinopla, com cinco flores-de-lis de jalde postas em sautor - Armas dos Motas; o 2º de sable com três faixas veiradas de argente e goles - Armas dos Vasconcelos. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio branco com cruzetas de sable. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de duas travessas de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico com seus cordões em cada flanco, terminados por quinze borlas cada um, tudo de vermelho. Brocante sob a ponta da cruz um listel de goles com a legenda: IN SINV IESV, em letras de jalde.
- Interpretação: O escudo oval obedece as regras heráldicas para os eclesiásticos. Os campos representam as armas familiares do Cardeal. O Campo de sinopla (verde) representa: esperança, liberdade, abundância, cortesia e amizade. As flores-de-lis simbolizam: candura, castidade, pureza, poder e soberania, sendo de jalde (ouro) traduzem: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. No 2º, o esmalte sable (negro) do campo simboliza: a sabedoria, a ciência, a honestidade, a firmeza e a obediência ao Sucessor de Pedro; as faixas veiradas representam as pontas de peles variadas que ornavam os mantos da ·nobreza, sendo que pelos seu metal argente (prata) simboliza a inocência, a castidade, a pureza e a eloqüência, virtudes essenciais num sacerdote; e, pela sua cor goles (vermelho), simboliza o fogo da caridade inflamada no coração do Cardeal pelo Divino Espírito Santo, bem como, valor e socorro aos necessitados. O listel tem com lema No Seio (Coração) de Jesus, sendo uma afirmação da confiança do cardeal na promessa de Jesus de que quem nEle espera jamais será confundido.
Atividade e contribuições:
Dom Motta foi administrador da Diocese de Diamantina , de 1933 a 1934. No Maranhão, criou o Colégio Marista de São Luís, orfanatos, hospitais e um leprosário. Instalou diversas congregações religiosas. Promoveu a criação das dioceses de Caxias e Pinheiros, sendo administrador desta última entre 1940 e 1944.
Preocupadíssimo com a formação católica dos universitários, o Cardeal Motta criou em 18 de março de 1946 a Faculdade Paulista de Direito, núcleo inicial da Universidade Católica, que a 10 de maio de 1945 teve seu primeiro reitor nomeado, Dom Gastão Liberal Pinto e foi instalada a 2 de setembro de 1946. Em 1947, o Papa Pio XII, lhe concede o título de Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no antigo convento carmelita, no bairro de Perdizes.
O Cardeal Motta estimulou, em São Paulo o Movimento familiar Cristão e a Ação Católica, que ganhou grande força na década de 50 do século XX. Em 14 de outubro de 1952, foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Empenhou-se muito para concluir as obras da nova catedral, inaugurando-a, a 25 de janeiro de 1954, ainda sem as torres, durante as comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo. A catedral teve seus sinos e o carrilhão abençoados, pelo Cardeal Mota, a 6 de janeiro de 1959.
Em 2 de março de 1956 fundou a Rádio Nove de Julho, em comemoração aos oitenta anos do Papa Pio XII. Preocupado em aumentar o número de sacerdotes, o Cardeal Motta promoveu entre 4 e 9 de novembro de 1957 o Segundo Congresso Nacional da Vocações Sacerdotais. O cardeal procurou implantar e incentivar as reformas do Concílio Vaticano II na arquidiocese.
A Arquidiocese de Aparecida, no Vale do Paraíba, havia sido ereta a 19 de abril de 1958 e o Cardeal Motta era seu Administrador Apostólico, desde então. A 25 de abril de 1964, foi ele nomeado para ser o primeiro arcebispo daquela sede. Em Aparecida, o cardeal assumiu, com grande empenho, a construção do novo santuário nacional da padroeira do Brasil.
Curiosidades:
Seu pai João de Vasconcelos Teixeira da Motta foi deputado durante o Império. Foi o Cardeal Motta quem escolheu pessoalmente o nome de Brasília para ser a nova capital Federal da Nação. Em 3 de maio de 1957, e celebrou a 1ª missa em Brasília.
Foi o primeiro presidente da CNBB, de 1952 a 1958. Foi Arcebispo de São Paulo por 20 anos, criando mais de 100 paróquias. Participou de dois Conclaves: do Papa João XXIII e do Papa Paulo VI.
Bispos ordenados:
O Cardeal Motta foi o principal sagrante dos seguintes bispos:
- Dom Luís Gonzaga Peluso
- Dom Francisco Prada Carrera, C.M.F.
- Dom João Batista Costa
- Dom Antônio Maria Alves de Siqueira
- Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra
- Dom Paulo Rolim Loureiro
- Dom Afonso Maria Ungarelli, M.S.C.
- Dom João Resende Costa, S.D.B.
- Dom Romeu Alberti
E foi consagrante de:
- Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena
- Dom Filipe Benedito Condurú Pacheco
- Dom Luís Gonzaga da Cunha Marelim, C.M.F.
-Dom Francisco Xavier Elias Pedro Paulo Rey,       T.O.R
 
 

Há 31 anos morria Cardeal Motta, primeiro arcebispo de Aparecida

Há 31 anos morria o primeiro arcebispo de Aparecida, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, o Cardeal Motta. 
A história de Dom Carlos Carmelo com a Arquidiocese de Aparecida começou em 1946 quando visitou pela primeira vez a cidade.
Naquela ocasião, o então Cardeal Arcebispo de São Paulo, animou as "vagas esperanças" da construção de uma nova Basílica.
Na publicação ‘Ecos Marianos da Basílica Nacional’ essa visita repercutiu com fervor entre os devotos da Mãe Aparecida.
“A primeira visita a Aparecida de S. Emcia. D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, DD. Cardeal-Arcebispo de São Paulo, depois de revestido da púrpura cardinalícia, teve para o Santuário Nacional significação toda peculiar. As vagas esperanças de uma nova Basílica, grande e esplêndida como estão a exigir os constantes progressos da romaria, começaram a corporificar-se na ocasião dessa visita, para terem no mesmo ano feliz início com a bênção da pedra fundamental”.
Pouco tempo depois, o sonho tornava-se realidade com o lançamento da pedra fundamental da construção do novo Santuário Nacional de Aparecida no dia 10 de setembro de 1946.
A criação da arquidiocese aconteceu somente anos mais tarde, no dia 19 de Abril de 1958, com a Bula ‘Sacrorum Antistitum’ do Papa Pio XII. Com isso, foi desmembrada a Arquidiocese de Aparecida da Arquidiocese de São Paulo e da Diocese de Taubaté. Por sediar um santuário mariano, a cidade de Aparecida estava ligada à Arquidiocese de São Paulo mesmo depois da criação da Diocese de Taubaté.
 
A nomeação como arcebispo da recém-criada arquidiocese ocorreu apenas em abril de 1964.
Dom Carlos Carmelo foi primeiramente Administrador Apostólico de Aparecida. A nomeação como arcebispo da recém-criada arquidiocese ocorreu apenas em abril de 1964.
Na Arquidiocese da Padroeira do Brasil, o cardeal exerceu seu ministério episcopal até sua morte, aos 92 anos, em 18 de setembro de 1982. Veja relato do falecimento de Dom Carlos Carmelo na imagem abaixo.  

Homem de grandes virtudes, Dom Carmelo contribuiu com a criação de dioceses e fundou diversas instituições de importância nacional, como a Faculdade Paulista de Direito, futuramente Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e a Rádio Nove de Julho. Cardeal Motta foi ainda um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sendo seu primeiro presidente de 1952 a 1958.
Entre as curiosidades da vida de Dom Carlos Carmelo, a escolha do nome da capital federal, Brasília. Foi ele que, no dia 3 de maio de 1957, celebrou a primeira missa na capital brasileira. 
Na primeira visita do Cardeal Motta ao Santuário Nacional, uma frase ficou marcada para a história do primeiro arcebispo da Arquidiocese de Aparecida e da Casa da Mãe Aparecida, quando falou sobre a construção da nova Basílica: 
"Será a oração de pedra do povo brasileiro, a levantar-se para os céus, pujante como a sua fé". 

Fonte: Centro de Documentação e Memória Padre Antão Jorge, CDM do Santuário Nacional.

Comentários (0)

 

Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta

Nomeado Arcebispo de Aparecida
falecido em 18 de setembro de 1982
Período: 1944 à 1964

galeria de fotos  
Biografia:
Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta (Bom Jesus do Amparo, 16 de julho de 1890 — Aparecida, 18 de setembro de 1982) foi um sacerdote católico brasileiro; vigésimo quarto bispo do Maranhão e seu segundo arcebispo; décimo quinto bispo de São Paulo, sendo seu terceiro arcebispo e primeiro cardeal. Foi também o primeiro arcebispo de Aparecida .
Era filho de João de Vasconcellos Teixeira da Motta e de Francisca Josina dos Santos Motta.
Estudos:
Realizou seus estudos fundamentais na Fazenda da Prata, na paróquia de Taquaraçu, Caeté, Minas Gerais. Estudou de humanidades no Colégio Matosinhos, dos Irmãos Maristas, em Congonhas do Campo. Em 1904, matriculou-se no seminário menor de Mariana, saindo após breve período. Entre 1910 e 1911 cursou a Faculdade de Direito de Belo Horizonte. Em 1914 matriculou-se no seminário maior.
Presbiterado:
Foi ordenado presbítero no dia 29 de junho de 1918, por Dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana. Celebrou sua primeira missa, em Taquaruçu, a 7 de julho de 1918.
Atividades antes do Episcopado:
Após ser ordenado, foi nomeado vigário coadjutor de Taquaruçu, onde permaneceu por seis meses. Depois foi nomeado capelão do Asilo São Luís da Serra da Piedade. Foi depois capelão do Recolhimento das Macaúbas, e trabalhou nas paróquias de Caeté e Sabará. Foi reitor do seminário de Belo Horizonte até 1932.
Episcopado:
Em 29 de julho de 1932 foi eleito bispo titular de Algiza e auxiliar de Diamantina, aos 42 anos. Recebeu a ordenação episcopal , em 30 de outubro de 1932, na igreja matriz de São José, em Belo Horizonte, sendo sagrante principal Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo de Belo Horizonte, e consagrantes: Dom Ranulfo da Silva Farias, então bispo de Guaxupé, e Dom Antônio Colturato OFM Cap, então bispo de Uberaba. Em 19 de dezembro de 1935 foi nomeado arcebispo do Maranhão, onde permaneceu por oito anos.
Em 13 de agosto de 1944, aos 54 anos, foi nomeado arcebispo de São Paulo, da qual tomou posse por procuração a 7 de setembro do mesmo ano. No dia 16 de novembro fez sua entrada solene na igreja de Santa Ifigênia, então catedral provisória. Em 18 de abril de 1974, aos 73 anos, foi nomeado primeiro arcebispo de Aparecida, cargo que exerceu até sua morte, em 18 de setembro de 1982, aos 92 anos.
Cardinalato:
No Consistório do dia 18 de fevereiro de 1946, presidido pelo Papa Pio XII, na Basílica de São Pedro, Dom Carlos foi criado Cardeal-Presbítero, do título de São Pancrácio. Como cardeal, participou de dois conclaves, o de 1958 e o de 1963.
Brasão e lema:
- Descrição: Escudo eclesiástico, partido: o 1º de sinopla, com cinco flores-de-lis de jalde postas em sautor - Armas dos Motas; o 2º de sable com três faixas veiradas de argente e goles - Armas dos Vasconcelos. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio branco com cruzetas de sable. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de duas travessas de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico com seus cordões em cada flanco, terminados por quinze borlas cada um, tudo de vermelho. Brocante sob a ponta da cruz um listel de goles com a legenda: IN SINV IESV, em letras de jalde.
- Interpretação: O escudo oval obedece as regras heráldicas para os eclesiásticos. Os campos representam as armas familiares do Cardeal. O Campo de sinopla (verde) representa: esperança, liberdade, abundância, cortesia e amizade. As flores-de-lis simbolizam: candura, castidade, pureza, poder e soberania, sendo de jalde (ouro) traduzem: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. No 2º, o esmalte sable (negro) do campo simboliza: a sabedoria, a ciência, a honestidade, a firmeza e a obediência ao Sucessor de Pedro; as faixas veiradas representam as pontas de peles variadas que ornavam os mantos da ·nobreza, sendo que pelos seu metal argente (prata) simboliza a inocência, a castidade, a pureza e a eloqüência, virtudes essenciais num sacerdote; e, pela sua cor goles (vermelho), simboliza o fogo da caridade inflamada no coração do Cardeal pelo Divino Espírito Santo, bem como, valor e socorro aos necessitados. O listel tem com lema No Seio (Coração) de Jesus, sendo uma afirmação da confiança do cardeal na promessa de Jesus de que quem nEle espera jamais será confundido.
Atividade e contribuições:
Dom Motta foi administrador da Diocese de Diamantina , de 1933 a 1934. No Maranhão, criou o Colégio Marista de São Luís, orfanatos, hospitais e um leprosário. Instalou diversas congregações religiosas. Promoveu a criação das dioceses de Caxias e Pinheiros, sendo administrador desta última entre 1940 e 1944.
Preocupadíssimo com a formação católica dos universitários, o Cardeal Motta criou em 18 de março de 1946 a Faculdade Paulista de Direito, núcleo inicial da Universidade Católica, que a 10 de maio de 1945 teve seu primeiro reitor nomeado, Dom Gastão Liberal Pinto e foi instalada a 2 de setembro de 1946. Em 1947, o Papa Pio XII, lhe concede o título de Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no antigo convento carmelita, no bairro de Perdizes.
O Cardeal Motta estimulou, em São Paulo o Movimento familiar Cristão e a Ação Católica, que ganhou grande força na década de 50 do século XX. Em 14 de outubro de 1952, foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Empenhou-se muito para concluir as obras da nova catedral, inaugurando-a, a 25 de janeiro de 1954, ainda sem as torres, durante as comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo. A catedral teve seus sinos e o carrilhão abençoados, pelo Cardeal Mota, a 6 de janeiro de 1959.
Em 2 de março de 1956 fundou a Rádio Nove de Julho, em comemoração aos oitenta anos do Papa Pio XII. Preocupado em aumentar o número de sacerdotes, o Cardeal Motta promoveu entre 4 e 9 de novembro de 1957 o Segundo Congresso Nacional da Vocações Sacerdotais. O cardeal procurou implantar e incentivar as reformas do Concílio Vaticano II na arquidiocese.
A Arquidiocese de Aparecida, no Vale do Paraíba, havia sido ereta a 19 de abril de 1958 e o Cardeal Motta era seu Administrador Apostólico, desde então. A 25 de abril de 1964, foi ele nomeado para ser o primeiro arcebispo daquela sede. Em Aparecida, o cardeal assumiu, com grande empenho, a construção do novo santuário nacional da padroeira do Brasil.
Curiosidades:
Seu pai João de Vasconcelos Teixeira da Motta foi deputado durante o Império. Foi o Cardeal Motta quem escolheu pessoalmente o nome de Brasília para ser a nova capital Federal da Nação. Em 3 de maio de 1957, e celebrou a 1ª missa em Brasília.
Foi o primeiro presidente da CNBB, de 1952 a 1958. Foi Arcebispo de São Paulo por 20 anos, criando mais de 100 paróquias. Participou de dois Conclaves: do Papa João XXIII e do Papa Paulo VI.
Bispos ordenados:
O Cardeal Motta foi o principal sagrante dos seguintes bispos:
- Dom Luís Gonzaga Peluso
- Dom Francisco Prada Carrera, ·  C.M.F.
- Dom João Batista Costa
- Dom Antônio Maria Alves de Siqueira
- Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra
- Dom Paulo Rolim Loureiro
- Dom Afonso Maria Ungarelli, ·      M.S.C.
- Dom João Resende Costa, ·        S.D.B.
- Dom Romeu Alberti
E foi consagrante de:
- Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena
- Dom Filipe Benedito Condurú Pacheco
- Dom Luís Gonzaga da Cunha Marelim, · C.M.F.
- Dom Francisco Xavier Elias Pedro Paulo Rey, ·            T.O.R.
voltar



Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta
Cardeal da Santa Igreja Romana
Arcebispo de Aparecida

Título

Cardeal-presbítero de São Pancrácio
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 29 de junho de 1918
Ordenação episcopal 30 de outubro de 1932
Nomeado arcebispo 19 de dezembro de 1935
Cardinalato
Criação 18 de fevereiro de 1946 pelo Papa Pio XII
Brasão
Coat of arms of Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta.svg
Lema IN SINU IESU
No seio de Jesus
Dados pessoais
Nascimento Brasil Bom Jesus do Amparo
16 de julho de 1890
Morte Brasil Aparecida
18 de setembro de 1982 (92 anos)
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo
Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta (Bom Jesus do Amparo, 16 de julho de 1890Aparecida, 18 de setembro de 1982) foi um sacerdote católico brasileiro; vigésimo quarto bispo do Maranhão e seu segundo arcebispo; décimo quinto bispo de São Paulo, sendo seu terceiro arcebispo e primeiro cardeal. Foi também o primeiro arcebispo de Aparecida .

Biografia

Era filho de João de Vasconcellos Teixeira da Motta e de Francisca Josina dos Santos Motta. Realizou seus estudos fundamentais na Fazenda da Prata, na paróquia de Taquaraçu, Caeté, Minas Gerais. Estudou de humanidades no Colégio Matosinhos, dos Irmãos Maristas, em Congonhas do Campo. Em 1904, matriculou-se no seminário menor de Mariana, saindo após breve período. Entre 1910 e 1911 cursou a Faculdade de Direito de Belo Horizonte. Em 1914 matriculou-se no seminário maior.

Presbiterado

Foi ordenado presbítero no dia 29 de junho de 1918, por Dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana. Celebrou sua primeira missa, em Taquaruçu, a 7 de julho de 1918.

Atividades antes do Episcopado

Após ser ordenado, foi nomeado vigário coadjutor de Taquaruçu, onde permaneceu por seis meses. Depois foi nomeado capelão do Asilo São Luís da Serra da Piedade.
Foi depois capelão do Recolhimento das Macaúbas, e trabalhou nas paróquias de Caeté e Sabará. Foi reitor do seminário de Belo Horizonte até 1932.

Episcopado

Em 29 de julho de 1932 foi eleito bispo titular de Algiza e auxiliar de Diamantina, aos 42 anos.1
Recebeu a ordenação episcopal, em 30 de outubro de 1932, na igreja matriz de São José, em Belo Horizonte, sendo sagrante principal Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo de Belo Horizonte, e consagrantes: Dom Ranulfo da Silva Farias, então bispo de Guaxupé, e Dom Antônio Colturato OFM Cap, então bispo de Uberaba.
Em 19 de dezembro de 1935 foi nomeado arcebispo do Maranhão, onde permaneceu por oito anos.1
Em 13 de agosto de 1944, aos 54 anos, foi nomeado arcebispo de São Paulo,1 da qual tomou posse por procuração a 7 de setembro do mesmo ano. No dia 16 de novembro fez sua entrada solene na igreja de Santa Ifigênia, então catedral provisória. Em 18 de abril de 1964, aos 73 anos, foi nomeado primeiro arcebispo de Aparecida, cargo que exerceu até sua morte, em 18 de setembro de 1982, aos 92 anos.1

Cardinalato

No Consistório do dia 18 de fevereiro de 1946, presidido pelo Papa Pio XII, na Basílica de São Pedro, Dom Carlos foi criado Cardeal-Presbítero, do título de São Pancrácio. Em 2 de agosto de 1977 tornou-se o Protopresbítero do Colégio dos Cardeais.2

Brasão e lema

  • Descrição: Escudo eclesiástico, partido: o 1º de sinopla, com cinco flores-de-lis de jalde postas em sautor - Armas dos Mottas; o 2º de sable com três faixas veiradas de argente e goles - Armas dos Vasconcelos. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio branco com cruzetas de sable. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de duas travessas de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico com seus cordões em cada flanco, terminados por quinze borlas cada um, tudo de vermelho. Brocante sob a ponta da cruz um listel de goles com a legenda: IN SINV IESV, em letras de jalde.
  • Interpretação: O escudo oval obedece as regras heráldicas para os eclesiásticos. Os campos representam as armas familiares do Cardeal. O Campo de sinopla (verde) representa: esperança, liberdade, abundância, cortesia e amizade. As flores-de-lis simbolizam: candura, castidade, pureza, poder e soberania, sendo de jalde (ouro) traduzem: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. No 2º, o esmalte sable (negro) do campo simboliza: a sabedoria, a ciência, a honestidade, a firmeza e a obediência ao Sucessor de Pedro; as faixas veiradas representam as pontas de peles variadas que ornavam os mantos da nobreza, sendo que pelos seu metal argente (prata) simboliza a inocência, a castidade, a pureza e a eloqüência, virtudes essenciais num sacerdote; e, pela sua cor goles (vermelho), simboliza o fogo da caridade inflamada no coração do Cardeal pelo Divino Espírito Santo, bem como, valor e socorro aos necessitados. O listel tem com lema No Seio (Coração) de Jesus, sendo uma afirmação da confiança do cardeal na promessa de Jesus de que quem nEle espera jamais será confundido.

Atividade e contribuições

Dom Motta foi administrador da Diocese de Diamantina, de 1933 a 1934. No Maranhão, criou o Colégio Marista de São Luís, orfanatos, hospitais e um leprosário. Instalou diversas congregações religiosas. Promoveu a criação das dioceses de Caxias e Pinheiros, sendo administrador desta última entre 1940 e 1944.
Preocupadíssimo com a formação católica dos universitários, o Cardeal Motta criou em 18 de março de 1946 a Faculdade Paulista de Direito, núcleo inicial da Universidade Católica, que a 10 de maio de 1945 teve seu primeiro reitor nomeado, Dom Gastão Liberal Pinto e foi instalada a 2 de setembro de 1946. Em 1947, o Papa Pio XII, lhe concede o título de Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no antigo convento carmelita, no bairro de Perdizes.
O Cardeal Motta estimulou, em São Paulo o Movimento familiar Cristão e a Ação Católica, que ganhou grande força na década de 1950 do século XX. Em 14 de outubro de 1952, foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Empenhou-se muito para concluir as obras da nova catedral, inaugurando-a, a 25 de janeiro de 1954, ainda sem as torres, durante as comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo. A catedral teve seus sinos e o carrilhão abençoados, pelo Cardeal Motta, a 6 de janeiro de 1959.
Em 2 de março de 1956 fundou a Rádio Nove de Julho, em comemoração aos oitenta anos do Papa Pio XII. Preocupado em aumentar o número de sacerdotes, o Cardeal Motta promoveu entre 4 e 9 de novembro de 1957 o Segundo Congresso Nacional da Vocações Sacerdotais. O cardeal procurou implantar e incentivar as reformas do Concílio Vaticano II na arquidiocese.
A Arquidiocese de Aparecida, no Vale do Paraíba, havia sido ereta a 19 de abril de 1958 e o Cardeal Motta era seu Administrador Apostólico, desde então. A 25 de abril de 1964, foi ele nomeado para ser o primeiro arcebispo daquela sede.
Em Aparecida, o cardeal assumiu, com grande empenho, a construção do novo santuário nacional da padroeira do Brasil.

Conclaves

Curiosidades

Seu pai João de Vasconcelos Teixeira da Motta foi deputado durante o Império. Foi o Cardeal Motta quem escolheu pessoalmente o nome de Brasília para ser a nova capital Federal da Nação. Em 3 de maio de 1957, e celebrou a 1ª missa em Brasília.
Foi o primeiro presidente da CNBB, de 1952 a 1958. Foi Arcebispo de São Paulo por 20 anos, criando mais de 100 paróquias.

Bispos ordenados

O Cardeal Motta foi o principal sagrante dos seguintes bispos:
E foi consagrante de:

Ver também

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta

Referências

  1. Carlos Carmelo Cardinal de Vasconcellos Motta (em inglês) Catholic-hierarchy.org. Visitado em 12 de fevereiro de 2013.
  2. College of Cardinals (em inglês) Gcatholic.com. Visitado em 11 de julho de 2012.

Ligações externas

Precedido por
Dom Otaviano Pereira de Albuquerque
Brasão arquiepiscopal
Arcebispo do Maranhão

1935-1944
Sucedido por
Dom Adalberto Acioli Sobral
Precedido por
Dom José Gaspar d'Afonseca e Silva
Brasão arquiepiscopal
Arcebispo de São Paulo

1944-1964
Sucedido por
Dom Agnelo Cardeal Rossi
Precedido por
Dom Lorenzo Cardeal Lauri
Brasão cardinalício
Cardeal-presbítero de São Pancrácio

1946 - 1982
Sucedido por
Dom José Alí Cardeal Lebrún Moratinos
Precedido por
'
Brasão arquiepiscopal
Arcebispo de Aparecida

1964-1982
Sucedido por
Dom Geraldo Maria de Morais Penido
Precedido por
Dom Manuel Gonçalves Cardeal Cerejeira
Brasão cardinalício
Cardeal-protopresbítero

1977 - 1982
Sucedido por
Dom Giuseppe Cardeal Siri


ANIVERSÁRIO DO LUIZ Date: Tue, 28 Oct 2014 08:47:25 -0200



O Luiz Fernando com nova idade
E neste belo dia de primavera.
Por este evento toda felicidade,
Bela flor e de outras à espera.

Congratulações nossas prá você
Por este seu esplendoroso dia,
Aliás, pleno de luz, florido até.
Evento comemorado com alegria.

Pedro Miguel
Academia Itanhaense de Letras
Cadeira 10 -Patronesse:Colombina.

 Ao Luiz Fernando com carinho.
 Abraços do trio






domingo, 20 de julho de 2014

JORNAL O TEMPO ESPAÇO Há 45 anos, homem na Lua dava ‘um grande salto para a humanidade’

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Fonte Normal
C-C
Neil Armstrong desceu as escadas do módulo lunar da Apollo 11 e andou na Lua
PUBLICADO EM 19/07/14 - 03h00
O “pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade” completa amanhã 45 anos. No dia 20 de julho de 1969, um mundo de pessoas acompanhou pela televisão Neil Armstrong descer as escadas do módulo lunar da Apollo 11 e caminhar em uma paisagem lunar estéril.

Em seguida, Buzz Aldrin saltou para fora da porta e ambos se tornaram os primeiros seres humanos a pisar na Lua. Enquanto isso, o terceiro companheiro de tripulação, Michael Collins, seguiu em órbita ao redor do satélite terrestre.
Os três astronautas da missão Apollo 11, lançada em direção à Lua no dia 20 de julho de 1969, regressaram à Terra como verdadeiros heróis no dia 24 de julho.
A largada pela corrida espacial rumo à Lua foi dada pela então União Soviética, que, em 1957, enviou ao espaço o Sputnik, primeiro satélite construído pelo homem. Em resposta, os EUA lançam o seu primeiro satélite, o Explorer I, em 1958.
Apesar de ainda levantar controvérsias, a “conquista” da Lua será celebrada pela Agência Espacial Norte-Americana, Nasa, que planeja eventos para refletir sobre o pouso e ainda olhar para o futuro da exploração espacial.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A Serviço da Humanidade e da Literatura

Roque Camêllo*A Medicina e a Literatura perderam ontem Salvador Geraldo Ferrari, o Dr. Ferrari de Ponte Nova e de Mariana, nascido há 96 anos. Após se formar em Medicina no Rio de Janeiro, casou-se com Chiquita Motta, fruto de um namoro iniciado em Mariana onde ele, ainda muito jovem, exercia sua profissão e ela, aluna do tradicional Colégio Providência. Deixou um filho, também médico em Belo Horizonte, Antônio Eugênio Ferrari, casado com Cleonice Liboreiro, e 3 netos, Luiza, Bruno e Pedro.
Na década de 40, nomeado pelo Governador Benedito Valadares, foi prefeito de Mariana. Dr. Ferrari foi servidor da Humanidade. Era um cristão comprometido com o Evangelho, praticando-o, dele fazendo sua própria vida. Foram 75 anos entregues à medicina humanitária, pois a concebia como um verdadeiro sacerdócio. Seu consultório, tanto em Mariana quanto em Ponte Nova, instalado em sua residência, jamais tinha as portas fechadas. Atendia a qualquer hora do dia e da noite. Curou milhares de pessoas e, por suas mãos, trouxe ao mundo diversas gerações. Sua medicina era aliada ao calor humano, dizendo sempre ser este o mais poderoso dos remédios. Adotou a Santa Casa de Ponte Nova como a extensão de sua família.
Convicto de sua fé católica, era profundo conhecedor da Teologia. Estudioso da Filosofia e da História, era versado em Aristóteles, Platão, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e pensadores contemporâneos. Dominava Latim, Italiano, Francês, Inglês, Alemão, de ser um purista do Português. Foi professor de Biologia e Química com aulas que encantavam os alunos. Sua vasta cultura, não apenas como profissional da Medicina, justificava o qualificativo de todos: era uma enciclopédia.
Escreveu centenas de artigos e publicou 17 livros, sendo o último “A Fé” que seria lançado no próximo dia 10 na Academia Marianense de Letras de onde era acadêmico e também fundador da Academia de Letras de Ponte Nova (ALEPON). De suas preciosidades literárias temos “No Interior de um Médico”, uma coletânea de fatos retratando a carreira iniciada após a formatura na Faculdade de Medicina.
Quando completou 90 anos, ao descobrir que a família preparava uma festa, pediu que ele mesmo escolhesse o cardápio do almoço, pois seria servido somente o que ele gostava de saborear e fazer a sua lista de convidados. Tive a alegria de ter sido convidado por ele para falar em nome de seus amigos, durante o belo encontro. Dr. Ferrari em seu discurso sobre a sua trajetória de vida emocionou a todos contando de uma maneira jocosa e sutil o que era ser médico quando os recursos laboratoriais eram tão escassos. Este pequeno na estatura foi, na verdade, um grande homem, felizmente amado e reverenciado em vida em razão do bem prestado à Humanidade. Continuará a sê-lo como filho que honrou os pais, como marido que amou sem reservas a esposa, como pai que soube doar-se ao filho, à nora e aos netos.
Enfim, colocou sua inteligência, sua sabedoria e seu coração nas mãos de todos que dele precisaram. Como político por circunstâncias do momento, era a dignidade em pessoa, isolando-se no gabinete da Prefeitura, findo o expediente, para um exame de consciência quanto às suas decisões. Fidalgo ao extremo em gentilezas, disse-me, quando há poucos dias o visitei em sua residência, que sua alma se punha de joelhos com alegria para agradecer a visita. Hoje é a nossa alma que se ajoelha para agradecer a Deus sua abençoada existência. Nós, os seus amigos , não o esqueceremos. Jamais!
*Roque Camêllo, advogado, professor e presidente da Academia Marianense de Letras.
Postado por às 14:46

O CENTENÁRIO DE TIO FERRARI (HOMENGEM DE SUAS FILHAS ADOTIVAS

        
         Temos um comunicado a fazer. Uma pessoa mui querida por todos nós, mas que infelizmente não se encontra mais aqui completaria 100 anos.
Sabem quem é?
         Dr. Salvador Geraldo Ferrari.
         Nós, “as filhas adotivas”, estamos aqui para prestar uma singela homenagem.
Garanto que se estivesse aqui estaríamos empenhadas em organizar uma festa em grande estilo.
Tivemos o privilégio de conviver com ele por longos anos usufruindo dos seus conhecimentos de mestre, que não eram poucos e das suas brincadeiras.
Ele foi para nós um pai, amigo, médico e muitas vezes chofer nos levando para o colégio.
Esta homenagem deveria ter sido feita em vida, mas temos certeza que onde estiver ficará feliz por termos lembrado.
Uma criatura muito humana, sempre pronto a ajudar a todos, era difícil tirá-lo do sério, e a palavra Não, não existia em seu dia a dia.
Todos sabiam que podiam bater à sua porta ou ligar pedindo socorro, a qualquer hora que seriam atendidos, ele se aprontava pegava sua maletinha e lá ia com a maior boa vontade.
Muito carismático e comunicativo sempre era convidado para ser paraninfo de alguma turma, e, seus discursos eram sempre muito aplaudidos.
Sempre teve o dom da oratória, falava para todos os ouvintes usando sempre palavras de fácil compreensão.
Quando era presenteado com serenatas, que não eram poucas, no final abria a porta convidando a todos a entrar e em seu piano tocava várias músicas que todos acompanhavam. Lembramos bem destes momentos.
Aos domingos, à tarde, quando os pacientes deixavam, pegávamos o carro em direção a  Belo Horizonte, no km 33, em um bar de beira de estrada, beber  Grapete. No trajeto entre brincadeiras e casos íamos nos distraindo passando o tempo. Detalhe só o Grapete deste bar que era saboroso.
Sempre gostou de casa cheia de gente, festas era com ele, não perdia uma.
Todos da família, principalmente os Motta, gostavam de consultá-lo   tinham confiança em seus palpites, até mesmo pelo telefone.
Tenho certeza que para todos da família ele foi mais que um tio, um cunhado ou amigo, era um conselheiro, um pai, que quando falava todos ouviam com muita atenção.
Para este grande homem, o nosso muito, muito obrigado por tudo que fez por nós e por nossa família.


Centenário de Salvador Geraldo Ferrari (Tio Ferrari) minha homenagem

Das inúmeras vezes que passei as férias com meus tios em Ponte Nova eram sempre muito divertidas. Uma viagem que fizemos com Tio Ferrari e Tia Xiquita para São Paulo pensava que que seria muito cansativa mas as brincadeiras que os dois faziam para nos entreter o tempo passou muito rápido e nem deu pra sentir cansaço. Saímos de Ponte Nova em direção ao Sul de Minas e lá conhecemos várias cidades hidrominerais Caxambu, Cambuquira, Poços de Caldas, e com o bom humor e a alegria que nos apresentava as cidades o tempo foi passando e quando assustamos ja estávamos no estado de São Paulo, conhecemos várias cidades do interior de São Paulo, Pindamonhangaba, Campinas, Itu, até chegarmos na cidade de Aparecida do Norte onde meu tio Dom Carlos era Cardeal, assim chagamos muito felizes e alegres.. Nas noites em sua residência na hora do jantar, tio Ferrari fazia uma brincadeira com tia xiquita que caíamos na gargalhada, "Meu Deus muito sofre quem padece nesse mudo de ilusão essa mulher me mata" era uma brincadeira mas da forma que meu tio dizia que era engraçado. Tenho muitas saudades de meus tios Ferrari e xiquita que carinhosamente, amor e amizade nos acolhia em sua casa. Lembro-me que uma vez estávamos no Belibá um sitio que meus tios tinham em cima de sua casa estava caindo um temporal e meus tios foram levar um parente de meu tio no aeroporto e com minha mãe no Belibá e caiu um temporal, a chuva voi intensa e nos fundos do terreno tinha um bambuzal que caiu e rolou o morro até parar na rua do hospital onde meu tio trabalhava, foi assustador. 
Em uma das vezes que tio Ferrari precisou editar um livro eu trabalhava na Imprensa Oficial, sabendo disso ele entrou em contado e me perguntou se eu poderia conversar com a coordenação e sabendo o que poderia fazer pra lançarem a edição de seu livro fiquei muito honrado de te-lo ajudado a abrir as portas para que conseguisse editar seu mais recente trabalho e mesmo não estando trabalhando mais no estado sempre me perguntava se eu tinha algum contato que pudesse se comunicar. Meu tio Ferrari era um ser humano que pouquíssimas vezes conheci sempre cordial educado e amoroso.
Tenho muita gratidão aos meus queridos tios Ferrari e Xiquita e espero ter contribuído de forma singela rendendo minha homenagem a um tio tão querido.